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Ovelhas da Quinta

As ovelhas são dos animais que mais fãs reúnem na Quinta. Ao seu pêlo fofo, que nos dá a lã, junta-se o inconfundível balir, muitas vezes acompanhado em coro pelas crianças à beira do prado. Quando existem crias, enchem a Quinta de alegria, às corridas e pinotes pelo prado.  

O nosso rebanho de ovelhas é composto por animais de duas raças autóctones portuguesas, a raça Merina Preta e a raça Campaniça. Como exemplo da raça Merina Preta, temos ovelhas pretas e algumas cruzadas, de cor branca, e da raça Campaniça, temos um macho e várias fêmeas, todos de cor branca.

São animais que pesam cerca de 40 Kg, dóceis e um pouco medrosos. Estão habituados a viver em grupo e, por isso, sofrem quando estão isolados.

 

 

Raça Campaniça

A raça campaniça, predominante no Alentejo, existe na Quinta desde junho de 2020. O objetivo da introdução destas ovelhas, que se juntaram ao rebanho da raça Merino, foi, para além da renovação do efetivo, promover e valorizar mais uma raça autóctone portuguesa.

São animais muito rústicos e extremamente resistentes, adaptando-se, por isso, às pastagens pobres do Alentejo. A sua distribuição geográfica incide nos concelhos de Mértola, Almodôvar, Castro Verde e parte do concelho de Ourique.

Distinguem-se com relativa facilidade das ovelhas de raça Merina, pela sua menor estatura, pelo menor frisado da lã e pelo facto de terem pelo curto ao nível dos membros. Têm, na sua maioria cor branca, sendo raros os exemplares pretos. Os cornos, existentes normalmente nos machos, são grossos e com a forma de espiral aberta. 

Raça Merina

Raça Merina Preta (algumas fêmeas)

A raça Merina Preta faz parte do grupo de raças autóctones de ovinos portuguesas, tendo já sido a raça merina mais abundante em Portugal. Originária do Alentejo, é uma raça muito rústica, o que faz com que se adapte bem às adversidades do meio e seja bastante resistente a doenças. Apesar destas características, estas ovelhas estão, agora, no limiar da extinção, pois a pigmentação do seu velo é um fator negativo, sendo substituída pelo merino branco, dada a maior procura da sua lã. Mantêm, no entanto, a sua importância, pelo facto de serem um reservatório genético.