Skip to main content

Patos

Pato Real, Marreco de Pequim e Pato Mudo

É no nosso lago, que vivem as três as espécies de patos que encontramos aqui na Quinta: o Pato Real, o Marreco de Pequim e Pato Mudo.

Pato Real

O Pato real é uma ave anseriforme que habita sobretudo áreas temperadas e subtropicais da América do Norte, Europa e Ásia. Apesar de ser uma ave migratória, em Portugal o pato real é já uma espécie residente, distribuindo-se de norte a sul do país. Encontramo-los em, praticamente, todo o tipo de habitats aquáticos, desde lagoas costeiras, barragens, açudes e valas de rega até ribeiras, rios, pauis, arrozais, ETAR’s, parques urbanos, etc., preferindo zonas de águas pouco profundas.

Os machos distinguem-se pela cabeça de cor verde-garrafa, o dorso e o ventre acinzentados e o peito castanho-escuro, o espelho alar é azul e o bico amarelo. As fêmeas têm um padrão de plumagem em tons de castanho e o bico é normalmente mais escuro do que no macho.

São omnívoros, alimentando-se de plantas sobretudo aquáticas, sementes (cereais e leguminosas), raízes, tubérculos e também de pequenos animais, tais como crustáceos e moluscos.

Marreco de Pequim

Marreco de Pequim

Descendente do pato real, o Marreco de Pequim foi domesticado na China, há mais de 2000 anos, tendo sido depois trazido para a Europa. No seculo XVII, chegou ao continente americano.

O Marreco de Pequim é uma ave de plumagem branca, olhos de coloração escura, com bicos chatos e largos e patas alaranjadas. O macho possui, na cauda, uma ou mais penas encaracoladas. A capacidade das fêmeas para chocar os ovos é muito reduzida, tendo que se recorrer com frequência a incubadoras.

Os patos são omnívoros e, em geral não são nada esquisitos, comendo tudo o que encontram, desde moluscos, insetos, cereais, ervas, etc. A ração fornecida aos marrecos deve estar na forma de grânulos, pois devido à anatomia do seu bico, estas aves têm dificuldades em prender alimentos farinhentos.

Pato Mudo

O Pato mudo tem origem na América do Sul, tendo sido domesticado por indígenas. Quando Colombo chegou às Bahamas, recolheu os primeiros patos mudos e trouxe-os na caravela Santa Maria, para a Europa, no século XVI.

Têm características únicas que os distinguem facilmente das outras espécies, como as carúnculas (Verrugas) vermelhas à volta dos olhos, presentes em ambos os sexos, embora as dos machos sejam maiores que as das fêmeas.

São predominantemente pretos e brancos, com as penas de trás iridescentes e brilhantes no caso dos machos e em tons menos visíveis, no caso das fêmeas.

Alimentam-se, essencialmente, de sementes, grãos, insetos, pequenos invertebrados, frutas e milho. Como estão normalmente ao ar livre e com acesso ao solo, costumam ingerir também pequenas pedras que auxiliam a digestão e trituração dos alimentos.

Apesar de serem designados pato mudo, estes patos conseguem grasnar, mas normalmente só o fazem em situações de stress e num tom um pouco mais baixo que as outras espécies.