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Vamos à apanha?

Chegou o dia da apanha da azeitona!

Em 2021, escolhemos o dia 12 de outubro para esta árdua tarefa agrícola, popularmente conhecida como a “Apanha da azeitona”, que tem lugar um pouco mais cedo a sul, e, mais tarde, a norte de Portugal, tendo em conta as características próprias de solo, temperatura e humidade de cada região. Apesar destas condicionantes, ocorre, habitualmente, durante o outono e o inverno, entre os meses de outubro, novembro e dezembro.

Hoje em dia, a “Apanha da azeitona” é, maioritariamente, realizada de forma mecânica, mas a forma mais antiga e tradicional é a manual, utilizando dois métodos diferentes:

- “Ripar”, consiste na utilização de um instrumento, tipo garfo, para soltar as azeitonas;

- “Varejar”, utilização de varas para bater nos ramos da oliveira.

Estes métodos são mais inofensivos para as Oliveiras. Em ambos os casos, as azeitonas caem em panos colocados à volta do pé da oliveira e são depois colocadas em cestos. Finda a colheita, a azeitona é levada para o lagar para se iniciar o processo de extração do azeite. Mais recentemente, não só pelo custo e escassez de mão-de-obra, mas também pela necessidade de tornar este processo mais simples, rápido e eficiente. surgiram meios mecânicos de vibração da árvore.

Aqui, fazemos a “Apanha da azeitona” da forma mais antiga e tradicional, o “Varejar”, utilizando varas para bater nos ramos da oliveira. 

A Apanha da azeitona, feita da forma manual e tradicional, era sinónimo de momentos de convívio, habitualmente acompanhados de cantares. Uma tradição cada vez mais rara e que, atualmente, resiste, sobretudo, em famílias de pequenos meios rurais. Não podemos esquecer a tradição e, todos os anos, varejamos as nossas Oliveiras e recriamos a “Apanha da Azeitona”, juntando várias gerações numa celebração conjunta.

Finda a colheita, todos podem saborear azeitonas, acompanhadas de pão e azeite!

E, uma pequena curiosidade, sabiam que, até meados do século XVIII, a paisagem onde está localizada a Quinta Pedagógica dos Olivais era conhecida pela presença de oliveiras. Daí surge o nome “Olivais”, dado a esta freguesia de Lisboa.